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5 ameaças à cibersegurança que você deve esperar em 2018

O ano de 2017 não foi nada fácil para muitas organizações e usuários. Ataques de ransomware atingiram milhares de pessoas, transformando dados em pesadelos. Esse tipo de acontecimento sempre deixa uma enorme dúvida até mesmo na cabeça de quem não passou pela situação: até onde as minhas informações estão seguras? Este ano, infelizmente, a tendência é que os ciberataques continuem a acontecer. E prometem chegar ainda mais sofisticados. Veja a seguir 5 ameaças à cibersegurança que você deve esperar em 2018.

 

1. O risco da Internet das Coisas

A Internet das Coisas é a segunda tecnologia mais usada por empresas. No ano passado, uma pesquisa revelou que 48% das empresas conectam pelo menos algum aparelho à internet. Isso muitas vezes traz grandes benefícios para o dia a dia e até mesmo para a produtividade. Mas, junto, traz também riscos.

Por um lado, quanto mais acesso seus aparelhos têm aos seus hábitos, melhor eles podem atendê-lo. Mas, por não terem sido desenhados desde o projeto levando em consideração a segurança como um requisito importante, acabam ficando brechas de segurança que colocam em perigo os seus dados.

 

2. A falta de mão de obra qualificada

A área de TI, de forma geral, está em constante déficit de pessoas. Especialmente para cargos mais qualificados. Quando o assunto é segurança, agrava-se ainda mais. Um levantamento publicado este ano apontou que 68% das empresas tem conhecimento de que possuem uma elevada demanda por profissionais de cibersegurança. E ela não vem sendo atendida. Sem pessoas aptas para cuidar da proteção de dados da sua organização, o risco de sofrer um ataque aumenta muito.

Em um cenário em que especialistas possuem muitas vezes diversas propostas de empregos, é preciso ter bom planos de carreira para esses importantes profissionais. Afinal, reter talentos é mais garantido do que estar sempre em busca das pessoas responsáveis por proteger seu negócio contra crimes cibernéticos.

 

3. Fornecedores

Já parou para pensar que a segurança dos dados da sua empresa pode não depender só dela mesma? Fornecedores muitas vezes podem ter acesso a dados sigilosos. O que garante que eles estão prontos para protegê-los?

A medida que os ataques se fortalecem e criam novos alvos durante o ano, a sua cadeia de abastecimento pode criar um brecha na segurança do seu negócio. E sem que você se dê conta disso. Por isso, é muito importante conhecer profundamente seus parceiros e tentar sempre saber quais cuidados eles tomam em relação aos seus dados, ou seja, é de extrema importância a criptografia dos dados, o gerenciamento das chaves e o controle de acesso.

 

4. Worms

Enquanto vírus comuns precisam que um ser humano os envie para que possam afetar os sistemas, os worms são softwares autônomos. Eles se auto-replicam, infectando outros computadores através da conexão com redes locais, anexos de e-mails e até redes sociais.

Essa é uma grande ameaça no cenário de 2018 por conta da rapidez com que worms podem gerar grandes estragos. Isso porque eles muitas vezes são usados para abrir brechas de segurança que permitem a instalação de outros worms mais poderosos e também ransomwares.

 

5. CaaS, o Crime as a Service

Os cibercriminosos profissionais, que trabalham sozinhos ou em organizações, estão desenvolvendo ferramentas cada vez mais sofisticadas. O objetivo, claro, é encontrar formas de vencer mesmo as barreiras mais seguras do mundo virtual. Mas os danos não costumam ser nada virtuais.

Um problema ainda maior é que suas criações são muitas vezes vendidas ou alugadas à criminosos menos experientes. Isso cria ainda mais insegurança, uma vez que mesmo aqueles que não possuem grande expertise, podem ser responsáveis por grandes ataques.

E, ao contrário do que costuma se pensar, seus alvos estão deixando de ser as grandes corporações. Como empresas menores costumam ter menos recursos para investir em cibersegurança, a tendência é que essas sejam as principais vítimas em 2018.

 

Como se preparar para as 5 ameaças à cibersegurança que você deve esperar em 2018

As ameaças são muitas e prometem vir cada vez mais poderosas. Além disso, elas não discriminam ninguém. De grandes instituições aos usuários individuais, os ataques cibernéticos possuem vítimas e motivações diversas. Mas, agora que você já sabe quais são as 5 ameaças à cibersegurança que você deve esperar em 2018, pode tomar as atitudes necessárias para estar preparado. Para começar, leia nosso artigo sobre as principais recomendações para cibersegurança este ano.

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Consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados.

Já imaginou perder U$50 bilhões em apenas dois dias? Pois foi isso o que aconteceu ao Facebook em meados de abril. O motivo? Uso indevido de dados de seus usuários. O problema ocorreu durante a campanha presidencial de Donald Trump nos Estados Unidos, mas só agora veio à tona. Foi apurado que, na ocasião, a consultoria Cambridge Analytica usou os dados de mais de 50 milhões de pessoas para prever e manipular seus votos, através de uma aplicação na rede social. E, após essa notícia, ficou claro que consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados.

O Facebook, por exemplo, além de sofrer uma enorme queda na bolsa de valores de tecnologia americana, também perdeu investimentos. Isso foi o que aconteceu com o Banco Nordea, que resolveu parar de investir na rede social, pelo menos por um tempo. E, embora o fundador e CEO do Facebook Mark Zuckerberg tenha afirmado já terem sido tomadas novas providências para que algo parecido não ocorra novamente, falhas de segurança não costumam ser facilmente perdoadas.

Esse evento recente é mais um exemplo da importância do cuidado que as empresas devem ter com os dados, afinal ninguém quer acordar pela manhã e receber uma notícia dessa, principalmente se você a sua área estiver envolvida no cuidado/guarda te tal informação.

 

Pesquisa mostra que falha de segurança leva à perda de clientes.

Segundo um estudo divulgado no final de 2017, 70% dos consumidores deixam de fazer negócios em caso de violação de dados. O levantamento, feito com mais de 10 mil pessoas do mundo todo, também mostrou uma alarmante percepção quanto a responsabilidade sobre as informações. Foi constatado que 62% dos entrevistados acreditam que as empresas são as maiores responsáveis pela segurança de seus dados. E, ainda, 75% acha que as instituições tratam do assunto de maneira muito ou bastante séria. Mesmo assim, 82% gostariam que elas tivessem mais segurança.

Essa crença de que a segurança deve ser uma preocupação das empresas talvez explique outro dado preocupante. Segundo o estudo, mais da metade dos entrevistados (56%) utilizam a mesma senha em diferentes contas online.

 

Principais fontes de ameaça

A pesquisa também levantou quais são os meios que os consumidores acreditam oferecer maior risco de vazamento de dados. As redes sociais ficaram em primeiro lugar (58%), seguidas dos bancos (41%). Em terceiro lugar ficaram os sites de conteúdo adulto (39%). E, surpreendentemente, 9% dos consumidores acredita que nenhum site traz riscos à segurança de seus dados.

O interessante é que, apesar das redes sociais obterem a maior desconfiança, 42% dos entrevistados admitiram não usar algumas soluções mais robustas de segurança que elas oferecem aos usuários. Esse é o caso, por exemplo, da autenticação de dois fatores. Infelizmente, nem isso teria poupado o Facebook do escândalo recente. Isso porque os dados dos usuários foram obtidos através de uma aplicação que pedia permissão do usuário para obtê-las. O erro, porém, foi a forma como esses dados foram utilizados, infringindo normas da rede social, que também não controlou como isso seria feito. E, pior: junto com os dados das pessoas que usaram a aplicação, foram também entregues informações privadas de seus amigos.

 

Ações legais

Está claro que a cibersegurança deve ser uma prioridade de qualquer negócio. Afinal ela também representa uma importante prevenção a gastos e perda de investimentos. Esse, inclusive, foi outro ponto levantado pelo estudo. Das pessoas que já haviam tido problemas com vazamento de dados, 49% já tomou ou considera tomar alguma ação legal contra qualquer uma das partes envolvidas no acontecimento. Ou seja, empresas precisam estar cientes que estão muito propícias a batalhas legais, caso seus clientes tenham suas informações atingidas.

E o Facebook Inc. já está vendo isso acontecer. No mesmo dia do anúncio do uso indevido de dados por parte da Cambridge Analytica, uma ação coletiva foi apresentada por uma morada americana que busca compensação pelo ocorrido.

Cibersegurança: uma responsabilidade de todos.

O que fica claro é que a cibersegurança é vista como sendo maioritariamente uma responsabilidade das empresas. E esse é o principal motivo pelo qual consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados. Por isso, é importante tomar providências para estar preparado. A criptografia de dados, o armazenamento e gerenciamento de chaves de acesso e controle mais rígido sobre a circulação de informação são alguns exemplos de fortalecimento da cibersegurança de um negócio.

Ainda assim, todos podemos tomar ações para nos proteger a ataques. A realidade, é que a união de forças é o melhor caminho contra os cibercrimes. No caso do usuário, um jeito simples de começar é adotando práticas de precaução. Caso queira saber mais à respeito desse assunto, pode começar lendo nosso post sobre Criptografia de Dados além do outro post HSM: SEGURANÇA MÁXIMA PARA CHAVES CRIPTOGRAFICAS.

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Confira: 4 maneiras de garantir segurança em cloud computing

Colocar as informações do seu negócio na nuvem pode ser uma ótima opção. Além de otimizar investimentos, sua produção pode ganhar muita agilidade. Mas, muitas empresas ainda possuem grandes ressalvas. Será que é seguro migrar seu data center para a nuvem? Especialmente em uma época em que grandes ataques à cibersegurança estão em foco, é mesmo preciso ter muito cuidado. Mas, seguindo essas sugestões que trazemos a seguir, fica muito mais garantido fazer essa alteração sem correr tantos riscos. Se está na dúvida, ou simplesmente quer novas ideias de como aumentar a proteção dos seus dados, veja a seguir 4 maneiras de garantir segurança em cloud computing.

 

1. Controle no acesso

Poder ter acesso aos dados e arquivos da sua empresa de qualquer lugar é uma das vantagens do cloud computing. Uma conexão com a internet é o que basta. Igualmente, hoje todos os colaboradores podem estar conectados com diversos documentos, a qualquer momento, inclusive de seus dispositivos móveis. Às vezes, até mesmo de aparelhos pessoais.

Com tanta facilidade de acesso por tanta gente, é preciso criar bons métodos de controle. Além de saber exatamente quem tem permissão para ver o que, também é preciso saber se todos os aparelhos usados estão devidamente seguros.

Não se esqueça também da importância de criar senhas fortes, diferentes para cada usuário e que sejam alteradas de tempos em tempos. Além disso, sempre esteja atento ao turnover do seu negócio. Tenha agilidade na exclusão de usuários que não fazem mais parte da empresa, assim que eles deixarem a organização.

 

2. Invista na conscientização de usuários

Como levantado no tópico anterior, muitos colaboradores podem ter acesso aos seus dados. Por isso, é de extrema importância que todos saibam a importância de mantê-los protegidos.

A melhor forma de ter certeza que todos estão na mesma página a respeito desse assunto é investindo na informação. Isso pode ser feito através de workshops com dicas de melhores práticas, com recados lembrando-os da importância de não abrir links suspeitos e até mesmo com cursos sobre segurança da informação.

Pequenas práticas como deixar as máquinas bloqueadas quando se sai da mesa e estar sempre atento às atualizações de antivírus podem fazer muita diferença.

 

3. Faça Backup

Nunca é demais lembrar que todo cuidado é pouco quando se pensa em dados, estejam eles na nuvem ou não. Por isso é importante sempre ter um segundo, e até terceiro, backup das suas informações.

Esse backup pode ser também na nuvem, mas em outro servidor que não o principal já usado. E, claro, também pode ser físico. Isso, contando que é possível garantir a segurança e atualização constante dessa cópia. Assim, na eventualidade de um problema, será possível recuperar rapidamente seus dados. Isso irá poupar muita dor de cabeça, perda de produtividade e prejuízos.

 

4. Use a criptografia

Os dados na nuvem podem ser acessados apenas por pessoas que tiverem senha de acesso a eles. Mas, mesmo com todas as precauções no que diz respeito à segurança, vazamentos ainda podem acontecer.

Por isso é tão importante usar a criptografia. Assim, mesmo que alguém consiga chegar às suas informações, não poderá decifrá-los a menos que tenha a chave para isso.

 

Agora que já sabe maneiras de garantir segurança em cloud computing, está pronto para migrar?

Essas acima são algumas maneiras efetivas de melhorar a segurança de seus dados caso resolva, ou já resolveu, utilizar o cloud computing no seu negócio. Mas se ainda está em dúvida, é melhor se informar mais e ter a certeza que essa é a melhor solução para o sua organização. Para começar, recomendamos a leitura do post no qual apresentamos os 4 motivos para apostar em cloud computing. Assim, quando (e se) resolver mudar seus dados para a nuvem, isso será feito de forma ainda mais segura.

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5 tendências das fintechs em 2018

Estamos quase chegando no fim do primeiro trimestre do ano. Mas, quando o assunto é startups, ainda há muito o que esperar nos próximos meses. Especialmente quando o foco é tecnologia financeira. As inovações trazidas por algumas novas empresas vieram definitivamente para ficar. Muitas estão até mudando a maneira como as pessoas lidam com instituições até então insubstituíveis, como os bancos. Confira aqui o que se espera que venha a seguir e quais são as 5 tendências das fintechs em 2018.

 

1. Blockchain

O termo parece complexo. Muito tem se ouvido falar disso, mas ainda há o que se explicar a respeito do Blockchain. Resumindo, este é o nome de uma tecnologia que nasceu juntamente com o Bitcoin, mas que hoje possui utilizações que não estão ligadas à moeda virtual.

O Blockchain divide informações em cadeias de blocos e usa a descentralização como forma de garantir segurança e transparência. Isso porque uma vez criado um bloco de informação, ele não pode ser alterado sem que isso fique documentado e acessível para qualquer pessoa com acesso à internet. E, para as fintechs, o Blockchain é a oportunidade de gerar mais agilidade, mesmo em transações complexas. Além disso, ele pode trazer mais confiança, justamente por ser teoricamente incorruptível.

 

2. Chatbots

Os robôs automatizados, voltados ao atendimento ao cliente já encontraram no mercado financeiro uma boa porta de entrada. Afinal, dessa forma é possível atender clientes 24 horas por dia, onde quer que eles estejam. Mas, com o desenvolvimento do Machine Learning, os chatbots prometem ficar cada vez mais preparados para darem respostas mais rápidas e assertivas, inclusive no que diz respeito a finanças.

Hoje já existem diversas fintechs que usam esses robôs. Eles não apenas atendem os clientes em caso de dúvidas, mas também dão sugestões de acordo com o perfil do consumidor. E a tendência é que esse tipo de utilização mais ativa dos chatbots só cresça em 2018. Aliás, por falar em Machine Learning.

 

3. Machine learning

Não são apenas os chatbots que prometem evoluir cada vez mais com o avanço do machine learning. A capacidade das máquinas de adquirirem novos conhecimentos de acordo com os dados que têm disponíveis abre muitas oportunidades.

Dentro da área financeira, o ML pode ser usado para gerar melhorias na vida financeiras dos clientes, perceber comportamentos de compra pouco usuais e até mesmo dar dicas de investimentos. As possibilidades são grandes e a união do modelo fintechs com o potencial do machine learning promete continuar a surpreender.

 

4. Mobile

Não é apenas no mercado financeiro que os aparelhos móveis estão crescendo exponencialmente. Há pouco tempo era praticamente obrigatório uma empresa ter um website. Hoje, é quase certo que ela deve também ter, no mínimo, um site responsivo. Porém, em alguns mercados, apenas um site que funciona bem em tablets e smartphones não é suficiente. E o financeiro é um deles. Já imaginou hoje se associar a um banco que não tem um aplicativo para smartphone?

São poucas as pessoas que gostam de se locomover para ir tratar de assuntos relacionados às suas finanças. E, além disso, todos querem ter o máximo de controle do que está acontecendo com seu dinheiro ou investimentos. Melhor se tiverem à disposição informações em tempo real. Por isso, o mobile continua ser uma enorme tendência entre as fintechs este ano. Afinal, facilitar a vida do usuário é um dos maiores diferenciais dessas novas empresas.

 

5. Open Banking

Em algum momento da história, o mundo onde bancos estivessem considerando repassar as informações financeiras de seus clientes para terceiros parecia impossível. Mas não é. Através da disponibilização de APIs por parte das Instituições Financeiras, as startups podem promover novos serviços, de acordo com informações oferecidas de cada usuário.

Isso aumenta os canais de acesso as informações bancarias, ao mesmo tempo que permite que o cliente tenha acesso a uma nova gama de serviços. E, o melhor mais customizados a ele.

 

Preparado para a 5 tendências das fintechs em 2018?

Nenhuma dessas 5 tendências das fintechs em 2018 são exatamente recentes. Mas, elas ganham força à medida que o mercado financeiro se abre a novas possibilidades. Mais que isso, o avanço que algumas dessas tecnologias tiveram no último ano (e continuam a ter), é o que as coloca como fortes candidatas a estarem na mira das startups financeiras no Brasil e no mundo.

E, caso esteja se perguntando sobre como isso vai afetar o futuro do mercado financeiro, aproveite para ler também sobre o futuro dos bancos com as fintechs.

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07 dicas para manter a  proteção de dados da sua empresa

Com tantas informações importantes guardadas em ambientes virtuais, hoje é imperativo atualizar constantemente suas táticas de segurança. Quanto mais blindado o seu negócio se torna a ataques de hackers e malwares, menos chances tem de encontrar problemas. Algumas situações podem causar prejuízos financeiros e também a quebra de confiança que o cliente tem com a empresa. Seu negócio pode até sofrer ações judiciais e ser obrigado a pagar indenizações a cliente ou fornecedores envolvidos. O melhor, sempre, é estar pronto para evitar brechas. Então, confira essas 07 dicas para manter a proteção de dados da sua empresa.

  1. MANTENHA SEUS SOFTWARES ATUALIZADOS

Atualizar constantemente seus softwares pode parecer um custo alto e constante. Mas, a verdade, é que esse é um importante investimento em segurança já que versões desatualizadas podem estar vulneráveis a instalação de programas maliciosos, como aconteceu em 2016 com máquinas que tinham versões do Windows 10 e 7 instaladas.

 

  1. DÊ ATENÇÃO AOS SERVIDORES DE E-MAILS

Para se ter uma ideia, apenas no final de 2017, o ransomware Scarab foi disparado para mais de 12 milhões de contas de e-mails. Essa, inclusive, é uma das principais portas de entrada para esse tipo de ataque. Por isso, além de ter proteções extras configuradas para seus servidor de e-mails, é importante ter sempre atenção ao tipo de informação que circula nas mensagens. O ideal é transmitir o mínimo possível de dados sensíveis por e-mail, sejam internos ou externos.

 

  1. CONCEDA TREINAMENTO

Muitas vezes investimos em processos e ferramentas e esquecemos das pessoas. Portanto para prevenir ataques através de e-mails é necessário oferecer treinamento adequado para que seus colaboradores e fornecedores. Assim, eles ficam treinados para identificar links maliciosos e pedidos indevidos de envio de dados que podem comprometer a segurança de todos. Treinamento, muitas vezes, é o investimento mais barato e rápido que se pode fazer quando o assunto é cibersegurança.

 

  1. PROTEJA A ESTRUTURA TODA

Hoje não são apenas computadores e servidores que carregam informações importantes a respeito do seu negócio e clientes. É importante também estar atento à proteção de smartphones, tablets e qualquer aparelho que possa abrir brechas de segurança.

 

  1. USE A CRIPTOGRAFIA

Dados sensíveis como números de cartão de crédito ou de documentos importantes devem ser tratados com preocupação extra. Ao criptografar essas informações, garante-se que agentes externos não consigam ler os dados, mesmo que tenha conseguido chegar a eles.

 

  1. INSTALE BARREIRAS E CRIE SENHAS FORTES

Não existe proteção demais quando o assunto é segurança da informação. Instale antivírus, firewalls e anti spam em todos os pontos necessários. Lembre-se também de criar senhas fortes, que devem, se possível, ser alteradas de tempos em tempos.

 

  1. FAÇA BACKUPS. TENHA UM PLANO DE RECUPERAÇÃO

Mesmo seguindo todas as dicas, não há total garantia que sua empresa não vá sofrer com a perda de dados. Por isso, é importante ter pronto um DRP (Disaster Recovery Plan), ou plano de recuperação de desastres. Este é um documento que contém os procedimentos que devem ser tomados caso a empresa precise se recuperar de algum problema relacionado à TI. E, claro, sempre faça backups das suas informações que, assim, poderão ser mais facilmente recuperadas. Para isso, utilize a regra 3-2-1. Ou seja, crie três backups, usando duas mídias diferentes. Um desses três deverá ser guardado em local diferente ou até mesmo na nuvem.

 

Quer mais saber mais sobre cibersegurança?

Agora que você já leu algumas dicas para aumentar a proteção de dados da sua empresa, veja quais são as principais recomendações para cibersegurança em 2018.

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Pesquisa sobre cibersegurança: expectativa x realidade.

O ano de 2017 foi marcado por ransomwares e vazamentos de dados sigilosos. Casos como o WannaCry e o Equifax, levaram a Varonis a realizar uma pesquisa sobre cibersegurança com profissionais de TI que mostra uma certa desconexão entre expectativa e realidade.

Quase metade dos entrevistados acredita que sua organização sofrerá um grande ataque no próximo ano.

Responderam à pesquisa 500 profissionais de TI responsáveis pela cibersegurança de organizações do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França. Todas possuem mais de 1000 funcionários e lidam com dados sensíveis de usuários. E, mesmo 89% dos entrevistados estejam confiantes de que estão suficientemente protegidos contra ataques, 26% admitem que suas companhias perderam ou tiveram dados roubados nos últimos dois anos. Além disso, enquanto 45% acredita que a organização para qual trabalha tenha possibilidade de sofrer um ataque de grandes proporções nos 12 meses que sucedem a pesquisa, 85% reportou que, após ataques como o WannaCry, já mudaram ou pretendem mudar suas políticas e procedimentos de segurança.

Outras descobertas da pesquisa sobre cibersegurança

– As três principais preocupações em 2018 ligadas à cibersegurança são: perda de dados, roubo de dados e ransomwares;

– 25% dos entrevistados reportou trabalhar em companhias que sofreram ataques de ransomware nos últimos dois anos,

– 44% das empresas americanas e 49% das europeias, admitem não restringir completamente o acesso a dados sensíveis.

Mais sobre o futuro da segurança de dados

E, se quiser saber mais sobre o panorama da segurança na rede, confira as tendências, ameaças e desafios para 2018

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Conheça 5 fintechs que estiveram no Campus Party 2018.

Pela primeira vez, a Associação Brasileira das Fintechs (ABFintechs) reuniu no Campus Party, diversas startups financeiras em um só espaço. Entre 30 de janeiro e 04 de fevereiro de 2018, os participantes tiveram contato com algumas iniciativas que pretendem mudar a forma como as pessoas lidam o setor financeiro. São diversas soluções disruptivas com foco na inclusão social e na independência tecnológica e financeira. Aqui destacamos cinco fintechs que estiveram no Campus Party 2018 .

  1. Warren

Os chatbots já fazem parte do dia a dia de muitas pessoas. Eles respondem dúvidas nos sites de companhias aéreas e alguns até já possuem nomes famosos. Alguns exemplos são a Siri, da Apple ou Alexa, da Amazon. Criado por ex-funcionários de uma empresa de investimentos, Warren é um robô que tenta entender os objetivos financeiros dos humanos. Depois ele sugere carteiras de investimento que mais se adequam a cada caso. A fintech, que possui o mesmo nome do robô, já possui 25 mil clientes cadastrados e gerencia cerca de R$ 100 milhões.

  1. Urbe.me

A startup, que atua nas regiões sudeste e sul, criou uma plataforma baseada no crowdfunding focada no mercado imobiliário. Nela, pode-se investir valores a partir de R$ 1000,00 em empreendimento dos mais diferentes padrões. Quando a obra é viabilizada e os imóveis comercializados, a incorporadora repassa aos investidores uma porcentagem em juros. A Urbe.me foi uma das cinco vencedoras dos Fintech Awards Latam 2017.

 

  1. Banco.in

Apesar do nome, a Banco.in não faz de fato administração de recursos financeiros. Na realidade, a startup atua como uma ponte entre parceiros e pessoas em busca de crédito individual. O cadastro e requisição do empréstimo são feitos completamente online. Após a aprovação, o usuário recebe em casa um cartão pré-pago com o valor que previamente definido.

  1. Ewally

Com grande parte dos recursos gratuítos, o aplicativo Ewally é uma carteira virtual. Ele possibilita operações como pagamentos, cobranças, transferências e recargas diretamente no smartphone, sem a necessidade de comprovação de renda. A fintech baseada em São Paulo tem parceiros como Bradesco e Alelo.

  1. Atlas Project

Através do algoritmo Quantum, a primeira plataforma global de arbitragem automatizada voltada para Bitcoin, a Atlas Project torna o investimento na moeda virtual mais acessível e promete lucro automatizado, com os melhores preços de compra e venda.

 

Muito mais ainda está por vir.

A reunião de tantas novas empresas financeiras juntas em um dos maiores eventos de tecnologia do país mostra que essas startups estão crescendo de forma cada vez mais definitiva no Brasil e no mundo. E, agora que já sabe um pouco mais sobre algumas das fintechs que estiveram no Campus Party 2018, veja também o que será do futuro dos bancos com elas.

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4 motivos para apostar em cloud computing

O cloud computing funciona a partir de servidores compartilhados que podem ser acessados por qualquer aparelho conectado à internet. E ele vem mudando a maneira como executamos o armazenamento de aplicações e arquivos, sejam eles pessoais ou corporativos. Mesmo com seu crescimento, muitas empresas ainda não sabem se devem migrar seus servidores para a nuvem. Se também tem essa dúvida, veja aqui pelo menos 4 motivos para apostar em Cloud Computing.

  1. Proteção de dados

Ter um servidor físico pode passar uma falsa sensação de segurança. Hoje, existem muitos fornecedores de cloud computing que oferecem soluções blindadas, com rigoroso controle de acesso. Isso é feito, por exemplo, através de senhas, serviços de criptografia e protocolos de proteção. Assim, diminui-se o risco de invasões ou danos elétricos, como no caso de soluções fora da nuvem.

  1. Otimização de custos

Além da redução dos custos de energia elétrica e manutenção do data center, o departamento de TI ganha agilidade. Isso porque o tempo antes empregado no suporte técnico ao servidores, poderá ser investido em outras áreas. Uma delas, inlcusive pode ser a implementação de novas soluções em otimização.

  1. Agilidade

Acessar dados remotamente é geralmente mais rápido que depender da memória de dispositivos com capacidade limitada de armazenamento. Esse ganho de tempo se reflete na produtividade não apenas da área de TI, mas de todos os colaboradores. Ao acessar seus recursos de forma mais ágil, a equipe produz com mais efetividade, sem ficar a espera da tecnologia.

  1. Escalabilidade

Quanto mais um negócio cresce, mas espaço ele precisa. Inclusive, espaço para os dados, caso eles estejam em servidores fixos. Essas grandes máquinas necessitam de salas exclusivas e climatizadas para atingirem sua melhor performance. Aumentar o tamanho do seu data center quando a empresa está em processo de expansão pode ser demorado e custoso. Com o cloud computing em poucos minutos é possível adequar a capacidade do seu plano ao tamanho do negócio. E isso vale para mais ou para menos, quantas vezes for preciso.

Quer saber mais sobre cloud computing?

Agora que você já conhece esses 4 motivos para apostar em cloud computing, não deixe também de conferir essas curiosidades que você precisa saber sobre computação na nuvem.

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Cibersegurança: tendências, ameaças e desafios para 2018

É de conhecimento de todos que, em 2017 houve muitas perdas, ataques, sequestros e vazamentos de dados. Mas se pensarmos menos nos casos de crime cibernético, encontraremos boas notícias capazes de estimular o otimismo. No ano passado, o custo médio global de violação de dados caiu 10% em relação aos anos anteriores para US$ 3,62 milhões, de acordo com o Instituto Ponemon.

Claro, ainda há muito trabalho a fazer diante da corrida acirrada por mais segurança na rede, a cibersegurança. Aqui estão algumas das tendências, desafios e ameaças que nos aguardam em 2018.

 

Inteligência Artificial poderá aumentar as defesas cibernéticas

À medida que o uso de inteligência artificial amadurece e começa a afetar mais e mais indústrias, cresce a expectativa pelo seu papel para a cibersegurança. Porque a batalha com criminosos cibernéticos se move tão rapidamente, os modelos de aprendizado de máquina que podem prever e identificar com precisão ataques rapidamente poderiam ser uma grande vantagem para os profissionais da InfoSec. Este ano, espera-se que esses modelos sejam treinados e aprimorados. No entanto, existe também o risco de que a IA e a aprendizagem de máquinas possam ser exploradas por criminosos.

 

Segurança em nuvem terá prioridade para várias empresas

Conforme o ambiente de Cloud alcança a maturidade, ele se torna um alvo da segurança e começará a apresentar problemas. É bem possível que a crescente demanda das empresas por serviços de Nuvem compartilhada deixe a tecnologia mais vulnerável, insegura e mais sujeita a um problema grave comum aos outros ambientes. Quando se trata de Cloud, os especialistas em segurança terão que decidir em quem eles vão confiar e em quem não vão. As empresas precisam criar diretrizes de segurança para uso de Nuvem Pública e Privada e seguir um modelo de decisão de uso da Nuvem para se precaver contra os riscos.

 

Maiores cuidados com o Ransomware

Ransomware tem sido uma ameaça crescente nos últimos anos. Ainda não está claro o que todos aprenderam com os ataques do Ransomware WannaCry, em 2017, mas se espera que ele tenha destacado a necessidade de fazer backup regularmente, manter sistemas de correção e atualização e fortalecer suas defesas em tempo real. Se as organizações adotassem esses passos simples, poderíamos reduzir drasticamente o impacto do Ransomware.

 

Sim, blockchain!

No futuro (já podemos esperar alguma coisa em 2018), o Blockchain será uma ferramenta importante para a cibersegurança. A tecnologia já está sendo usada em infraestrutura de chaves públicas (PKI), uma criptografia para proteger e-mails, websites e aplicativos de mensagem. Ela remove completamente as autoridades certificadoras centrais, usando um registro distribuído de domínios e suas chaves públicas relacionadas. Essa forma é mais segura, uma vez que não existe uma base de dados central para ser atacada.

 

Maiores riscos de cyber sequestro

Com a abundância de IoT e sistemas de controle industrial, devemos ver ataques bem sucedidos de cyber sequestro já em 2018. Em tais ataques, os hackers poderão controlar completamente a automação industrial ou de transporte e sistema de controle, impossibilitando o acesso de um proprietário legítimo às informações e também ao seu controle. Obviamente, os hackers exigirão pagamentos de resgate para renunciar ao controle do sistema.

 

Maior procura por profissionais capacitados

A escassez de profissionais qualificados em cibersegurança continua a ser um grande problema para muitas organizações. Mesmo com os salários médios em alta, existem milhares de vagas. Isso leva muitas empresas a envolver serviços externos de cibersegurança e CISOs virtuais. Espera-se, portanto, mais terceirização, pois os empregadores tentam encontrar uma maneira de preencher a lacuna de habilidades.

 

Buscadores automatizados de ameaças

Em 2018, começaremos a ver buscadores automatizados de ameaças que poderão tomar decisões no lugar de seres humanos. Apoiados pela inteligência artificial, eles podem examinar continuamente o ambiente de uma empresa para detectar quaisquer mudanças que possam indicar uma potencial ameaça. Esses “caçadores de ameaças” aprendem com o que descobrem e tomam as ações apropriadas.

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Internet das Coisas: 7 dicas básicas de segurança em IoT

Em 2017, a Gartner estimou que haveriam 8,4 bilhões de dispositivos Internet de Coisas (IoT) em uso – um salto de 30% de 2016. Mas toda essa tecnologia avançada e integrada deixa espaço para possíveis ameaças de segurança como hackers e malwares. Se você usa um dispositivo inteligente, aumente a sua segurança com estas 7 dicas de segurança em IoT.

1. Saiba o que está conectado

Dispositivos-Moveis

Antes de poder proteger seus dispositivos, você precisa saber o que é vulnerável a um ataque. Nos lares brasileiros, existe uma média de cinco dispositivos conectados, incluindo computadores, tablets e smartphones. Observe os dispositivos conectados da sua casa – incluindo consoles de jogos, players de mídia e qualquer coisa com um microfone ou câmera – e verifique as informações a que cada um tem acesso.

 

2. Proteção com senha a todos os dispositivos e contas

Esse é super básico, mas sempre vale a pena lembrar! Todo dispositivo inteligente que você gerencia deve ser protegido com um nome de usuário e uma senha forte que inclui uma combinação de letras, números e símbolos. Evite usar a mesma senha para várias contas. Caso contrário, se um hacker conseguir entrar, ele terá acesso a vários dispositivos.

 

3. Evite usar conexões de Internet inseguras

Quando você verificar seus dispositivos inteligentes remotamente, não use qualquer Wi-Fi que não esteja protegido por senha. As conexões inseguras podem tornar o seu dispositivo vulnerável a ataques. Para aumentar sua segurança de rede pessoal, crie senhas fortes para suas conexões de roteador e Wi-Fi e atualize-as regularmente.

Outra questão importante é identificar se o ambiente digital do site que você está acessando é seguro, confira nossos posts sobre Como identificar se um ambiente digital é seguro? e Compras pela internet.

 

4. Mantenha sistemas operacionais, softwares e aplicativos sempre atualizados

Frequentemente as empresas que desenvolvem sistemas operacionais, softwares ou aplicativos, disponibilizam versões atualizadas que apresentam possíveis correções às vulnerabilidades. A orientação é sempre manter atualizado todos os apps dos smartphones, desktops, televisões inteligentes, termostatos, entre outros. Isso ajudará a proteger os dispositivos de ataques ransomware e outros malwares.

 

5. Crie uma rede separada para seus dispositivos

Muitos roteadores permitem que você configure várias redes. Consulte o manual do seu roteador para criar pelo menos uma rede separada para seus dispositivos IoT. Quanto mais seguras estiverem suas redes, mais difícil será a invasão por hackers aos seus dispositivos e informações.

 

6. Desconecte dispositivos quando não estiver em uso

Turn-Off

Desligue todos os dispositivos quando não estiver usando, particularmente aqueles com microfones e câmeras de vídeo. Enquanto alguns dispositivos conectados, como termostatos inteligentes, requerem uma conexão constante à Internet, outros dispositivos – incluindo TVs inteligentes, cafeteiras e câmeras de vídeo – não. Impeça que um hacker se conecte ao seu vídeo ou fluxos de áudio desconectando-se quando puder.

 

7. Não tenha pressa e seja cauteloso

Frank Spano, diretor executivo do The Counterterrorism Institute, diz que é preciso moderação na hora de adotar a IoT, pois ela apresenta um tesouro de informações pessoais, dados financeiros e outros elementos confidenciais. A tecnologia é incrível, e nós realmente estamos vivendo no futuro, mas a excessiva dependência de tecnologia é uma receita infalível para o desastre. Portanto, seja cauteloso. A principal causa de falhas de segurança continua sendo a negligência do usuário. É necessária a educação dos usuários em torno de políticas de uso. Ter compreensão clara de possíveis vulnerabilidades e limitar a acessibilidade de controle dentro da rede é de extrema importância para limitar e evitar sabotagem intencional.

 

A Internet das Coisas permite que você melhore seu dia a dia, negócios e simplifique sua vida. Mas nós ainda não temos inteira compreensão e nem padrões sobre a capacidade dos hackers, ou seja, não temos o controle sobre a internet. Basicamente, ainda estamos na fase de criar tecnologias da internet. Por isso, dedique tempo para aumentar a segurança de seus dispositivos também. Ao tomar precauções com antecedência, você pode ajudar a prevenir ataques maliciosos.

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