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Consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados.

Consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados.

Já imaginou perder U$50 bilhões em apenas dois dias? Pois foi isso o que aconteceu ao Facebook em meados de abril. O motivo? Uso indevido de dados de seus usuários. O problema ocorreu durante a campanha presidencial de Donald Trump nos Estados Unidos, mas só agora veio à tona. Foi apurado que, na ocasião, a consultoria Cambridge Analytica usou os dados de mais de 50 milhões de pessoas para prever e manipular seus votos, através de uma aplicação na rede social. E, após essa notícia, ficou claro que consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados.

O Facebook, por exemplo, além de sofrer uma enorme queda na bolsa de valores de tecnologia americana, também perdeu investimentos. Isso foi o que aconteceu com o Banco Nordea, que resolveu parar de investir na rede social, pelo menos por um tempo. E, embora o fundador e CEO do Facebook Mark Zuckerberg tenha afirmado já terem sido tomadas novas providências para que algo parecido não ocorra novamente, falhas de segurança não costumam ser facilmente perdoadas.

Esse evento recente é mais um exemplo da importância do cuidado que as empresas devem ter com os dados, afinal ninguém quer acordar pela manhã e receber uma notícia dessa, principalmente se você a sua área estiver envolvida no cuidado/guarda te tal informação.

 

Pesquisa mostra que falha de segurança leva à perda de clientes.

Segundo um estudo divulgado no final de 2017, 70% dos consumidores deixam de fazer negócios em caso de violação de dados. O levantamento, feito com mais de 10 mil pessoas do mundo todo, também mostrou uma alarmante percepção quanto a responsabilidade sobre as informações. Foi constatado que 62% dos entrevistados acreditam que as empresas são as maiores responsáveis pela segurança de seus dados. E, ainda, 75% acha que as instituições tratam do assunto de maneira muito ou bastante séria. Mesmo assim, 82% gostariam que elas tivessem mais segurança.

Essa crença de que a segurança deve ser uma preocupação das empresas talvez explique outro dado preocupante. Segundo o estudo, mais da metade dos entrevistados (56%) utilizam a mesma senha em diferentes contas online.

 

Principais fontes de ameaça

A pesquisa também levantou quais são os meios que os consumidores acreditam oferecer maior risco de vazamento de dados. As redes sociais ficaram em primeiro lugar (58%), seguidas dos bancos (41%). Em terceiro lugar ficaram os sites de conteúdo adulto (39%). E, surpreendentemente, 9% dos consumidores acredita que nenhum site traz riscos à segurança de seus dados.

O interessante é que, apesar das redes sociais obterem a maior desconfiança, 42% dos entrevistados admitiram não usar algumas soluções mais robustas de segurança que elas oferecem aos usuários. Esse é o caso, por exemplo, da autenticação de dois fatores. Infelizmente, nem isso teria poupado o Facebook do escândalo recente. Isso porque os dados dos usuários foram obtidos através de uma aplicação que pedia permissão do usuário para obtê-las. O erro, porém, foi a forma como esses dados foram utilizados, infringindo normas da rede social, que também não controlou como isso seria feito. E, pior: junto com os dados das pessoas que usaram a aplicação, foram também entregues informações privadas de seus amigos.

 

Ações legais

Está claro que a cibersegurança deve ser uma prioridade de qualquer negócio. Afinal ela também representa uma importante prevenção a gastos e perda de investimentos. Esse, inclusive, foi outro ponto levantado pelo estudo. Das pessoas que já haviam tido problemas com vazamento de dados, 49% já tomou ou considera tomar alguma ação legal contra qualquer uma das partes envolvidas no acontecimento. Ou seja, empresas precisam estar cientes que estão muito propícias a batalhas legais, caso seus clientes tenham suas informações atingidas.

E o Facebook Inc. já está vendo isso acontecer. No mesmo dia do anúncio do uso indevido de dados por parte da Cambridge Analytica, uma ação coletiva foi apresentada por uma morada americana que busca compensação pelo ocorrido.

Cibersegurança: uma responsabilidade de todos.

O que fica claro é que a cibersegurança é vista como sendo maioritariamente uma responsabilidade das empresas. E esse é o principal motivo pelo qual consumidores e empresas deixam de fazer negócios em caso de violação de dados. Por isso, é importante tomar providências para estar preparado. A criptografia de dados, o armazenamento e gerenciamento de chaves de acesso e controle mais rígido sobre a circulação de informação são alguns exemplos de fortalecimento da cibersegurança de um negócio.

Ainda assim, todos podemos tomar ações para nos proteger a ataques. A realidade, é que a união de forças é o melhor caminho contra os cibercrimes. No caso do usuário, um jeito simples de começar é adotando práticas de precaução. Caso queira saber mais à respeito desse assunto, pode começar lendo nosso post sobre Criptografia de Dados além do outro post HSM: SEGURANÇA MÁXIMA PARA CHAVES CRIPTOGRAFICAS.