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Pagamento instantâneo: Como evitar problemas de desempenho durante o uso da assinatura digital e garantir transações seguras

O novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central segue uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos.

De fato, a economia digital aumentou a velocidade das transações e mudou as expectativas dos consumidores. Essas perspectivas dos clientes estão sendo moldadas por suas experiências com outros negócios digitais. 

O serviço Amazon Prime Now, por exemplo, entregará mercadorias em casa em poucas horas nos Estados Unidos, enquanto a Netflix oferece acesso a milhares de filmes instantaneamente. Da mesma forma, a necessidade de acesso imediato a fundos bancários é um imperativo no mundo digital para empresas e consumidores.

Nas últimas décadas tivemos uma grande evolução, o tempo de liquidação de uma transação de pagamento diminuiu de cinco dias para três dias e hoje, para imediatamente após a data da transação. 

Mais de 18 países já oferecem o pagamento instantâneo, incluindo Cingapura, Japão e Dinamarca, e agora chegou a vez do Brasil com o PIX, lançado pelo Banco Central em fevereiro deste ano. O novo sistema de pagamento estará disponível para a população brasileira a partir de novembro de 2020.

O pagamento instantâneo aumenta a velocidade dos negócios, acelerando o ritmo do comércio, transações e decisões. Nesse ambiente, a abordagem tradicional de “consertar na falha” das operações de negócios não funciona mais, pois não há tempo suficiente para corrigir os problemas depois que eles ocorrem.

Se sua equipe de operações de pagamento deseja atingir o objetivo de uma experiência perfeita para o cliente, atendendo aos requisitos definidos pela Banco Central, você precisa se tornar proativo. 

Quanto mais cedo um problema emergente puder ser identificado, mais tempo você terá para resolvê-lo antes de impactar negativamente os clientes ou órgãos reguladores.

Pagamento instantâneo: superando o desafio da performance

Em um mundo digital onde “mais rápido” é a palavra favorita de todos, a realização de pagamentos não é excepção. Com o advento do sistema de pagamento instantâneo, os requisitos definidos pelo Banco Central (BC) leva em direção a alta disponibilidade e rapidez constante.

Por isso, PSPs (Provedor de Serviços de Pagamento) que estão atrasados terão que correr para encontrar soluções adequadas para executar os pagamentos em tempo real, dentro de uma arquitetura tecnológica segura.

Além disso, é preciso ter em mente que o caminho para o pagamento instantâneo está repleto de muitas desafios técnicos.

Com o PIX, marca criada pelo BC para definir as transferências monetárias eletrônicas feitas em tempo real, a maioria das organizações financeiras que possuem o objetivo de fornecer pagamento instantâneo vão enfrentar um grande desafio:
idar com um transação financeira em menos de 10 segundos, quando os processos atuais executado em minutos para o mais eficiente e horas ou dias para os demais. 

Em particular, são identificados três aspectos principais que impactam diretamente na performance dos pagamentos instantâneos:

Latência

Atualmente, as transações financeiras são executados através do preenchimento de uma série de ações em uma base sequencial. O processamento de pagamento, por exemplo, leva em média entre 24h e 72h para serem efetivamente processados. 

Com a entrada em vigor do pagamento instantâneo o tempo de execução cai de um dia útil, em média, para no máximo 10 segundos de acordo com os requisitos do PIX.

O processo de realização da transação financeira terá inevitavelmente de ser redesenhado para permitir a realização simultânea de algumas ações. 

Além disso, essas ações, mesmo que realizada ao mesmo tempo, terá de ser realizada dentro de um prazo drasticamente menor. Na verdade, a compensação e liquidação de pagamentos não levará mais de um segundo.

Isso implica diretamente em cuidados relacionados a latência das transações. Em outras palavras, latência é sinônimo de atraso.

A baixa latência está associada a uma experiência positiva do usuário, enquanto a alta latência está associada a problemas de conexão que podem interferir diretamente nas transações de pagamentos instantâneos.

Disponibilidade

Pagamentos instantâneos não só precisam ser executado em tempo real, eles também devem estar acessíveis em uma base 24/7. Isto implica uma constante disponibilidade dos sistemas bancários para permitir a realização das transações financeiras fora do horário de expediente. 

No entanto, muitos sistemas de pagamento comumente usados são incompatíveis com a execução de operações em tempo real, uma vez que contam com o processamento de transações em lotes.

Ao fornecer pagamentos instantâneos, as soluções financeiras precisam ser capazes de enviar operações financeiras para serviços de compensação a um nível de transação. Em vez de processar arquivos em lote em horários específicos do dia.

Além disso, os PSPs devem ter a capacidade de processar um grande volume de transações individuais a qualquer momento. A fim de permanecer constantemente disponíveis. 

A arquitetura de pagamento deve contar com uma infraestrutura tecnológica que mantenha o processamento das operações financeiras sempre ativa, exigindo que o sistema de transação bancária fique on-line em todos os momentos.

Prevenção contra fraude

Como a velocidade de execução diminui, o mesmo acontece com o tempo dedicado à análise contra fraude.

Embora desta vez torna-se quase insignificante na execução de operações de pagamento instantâneo, ela continua a ser um importante passo que os PSPs devem executar, a fim de garantir um ambiente de pagamento seguro para os clientes e instituições financeiras. 

Em um regime de pagamento instantâneo, em apenas alguns segundos, o PSP irá validar as informações do cliente, a operação em relação a possíveis restrições e seu risco.

A implementação das operações em tempo real não deve, em momento algum, ser uma desculpa legítima para comprometer um processo validação e conformidade da operação. 

Portanto, as empresas que realizam o processamento de pagamento instantâneo deve otimizar seu processo de prevenção contra fraude, associando a uma eficiente gestão do risco do cliente. 

É possível relacionar o uso da assinatura digital com a performance e segurança do pagamento instantâneo?

Sim, e isso é fundamental para garantir as transações relacionadas ao pagamento instantâneo. Para superar todos esses desafios e pré-requisitos previstos pelo Banco Central para fornecer operações em tempo real aos clientes, os PSPs tem várias opções. 

Alguns deles irão decidir tratar as operações em tempo real separadamente, através da implementação de módulos adicionais independentes de seus processos de pagamento existentes, enquanto outros vão realizar um redesenho completo de sua arquitetura operacional.

O ponto de convergência entre o sucesso das operações de pagamento instantâneo seguras será o uso da assinatura digital e sua infraestrutura de suporte. Isso porque a assinatura digital não evita problemas de desempenho, pelo contrário ela tem um custo computacional maior. 

Por conta disso, é extremamente importante que a solução de assinatura digital não onere significativamente a transação de pagamento instantâneo como um todo. 

Um processo complexo que deve garantir segurança e performance durante a realização dos pagamento instantâneo

Para se ter uma ideia da complexidade da operação financeira, em grosso modo, a comunicação com o sistema de pagamento instantâneo é feita através da integração de uma interface de programação de aplicativos (APIs) que realiza a comunicação entre o PSP e a Rede do Sistema Financeiro Nacional.

Essa integração é feita, de forma resumida, através de arquivos XML(Extensible Markup Language), que conectada a uma infraestrutura de suporte, é responsável por fazer toda a tradução de mensagens por trás de uma transação relacionada aos pagamentos instantâneos.

Junto a esse processo de troca de mensagens, ocorre as operações de segurança relacionadas ao uso de assinatura digital.

Complexidades a parte de todo esse processo, vale destacar ao final, a integração entre as soluções de pagamentos instantâneo e de gestão de assinatura digital devem, de forma eficiente, garantir a segurança e performance de toda a transação financeira

Por isso, na E-VAL pensamos no alto desempenho desde o desenho da solução e não apenas para criar retalhos depois da solução pronta. Isso sempre aliado a qualidade e segurança.

Pagamento instantâneo será o novo normal

Os pagamentos instantâneos se tornarão o novo normal em nossa economia em breve, 24 horas por dia, 7 dias por semana e sem fronteiras. Isso beneficiará consumidores e empresas de todos os segmentos, além de PME, corporações e multinacionais.

Enquanto o sistema de pagamento instantâneo está sendo implementado no Brasil, as mudanças vão acontecendo para se adaptar ao novo padrão. Não vai demorar muito para que essa adoção seja generalizada. 

A partir do momento que os pagamentos instantâneos forem introduzidos, eles serão responsáveis pelo crescimento ano a ano da economia digital. Mas que para isso aconteça, requisitos como segurança e performance devem ser priorizados. 

Para contribuir no processo de implantação do sistemas de pagamento instantâneo, a E-VAL possui soluções de assinatura e certificados digitais, a exemplo do E-VALCryptoCOMPE.

Nossa tecnologia foi desenvolvida para disponibilizar Assinatura Digital de alto desempenho, ou mesmo o EVALCryptoSPB que hoje atende a assinatura digital de mensagens trocadas pelo Sistema Financeiro Nacional.

Sobre a E-VAL Tecnologia

A E-VAL Tecnologia atua há mais de 14 anos oferecendo soluções de segurança da informação para o mercado, pioneira em iniciativas no uso da certificação digital no Brasil, tais como, SPB, COMPE, Autenticação, Assinatura digital de contratos, Gerenciamento de Chaves e Proteção de dados e armazenamento de chaves criptográficas para os segmentos de instituições financeiras, educação e indústria.

Fale conosco, os especialistas da E-VAL Tecnologia terão o maior prazer em atendê-los, contribuindo para o desenvolvimento dos seus projetos e a melhoria contínua da segurança da informação para a sua instituição.

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