Proteção de Dados

Proteção e privacidade de dados segue como principal tendência em 2020 para cibersegurança

Impulsionado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o ano de 2020 deve consolidar o objetivo principal das empresas em proteger os dados pessoais e a privacidade dos brasileiros. O risco de multas e de outras penalidades devem contribuir para tornar um ano voltado para as iniciativas de segurança da informação.

Por outro lado, mais ataques à infraestrutura crítica, a busca por vulnerabilidades em áreas estratégicas das empresas e ataques mais assertivos são algumas das ameaças à segurança que as empresas devem observar no próximo ano.

Além disso, o ano de 2020 será marcado por eleições presidenciais nos Estados Unidos e municipais aqui no Brasil. Assim, notícias falsas e incidentes envolvendo roubo de dados e invasão de privacidade devem se destacar ano que vem.

A cibersegurança continua sendo prioridade em 2020

Assim como ocorreu em 2019, a preocupação com ataques cibernéticos deve se manter ao longo de 2020. Afinal, há o crescimento de ameaças virtuais (como ransomwares e malwares) e da intensidade dos ataques que vem aumentando nos últimos anos.

A prevenção e a mitigação dos impactos de um incidente de segurança também devem se tornar uma prioridade para as empresas. Portanto, o investimento em tecnologias — como o uso de criptografia e certificados digitais — deve fazer parte dos planos de gestores de segurança da informação. Além disso, esses planejamentos também devem incluir a conscientização dos usuários sobre a gravidade dessas situações.

Fizemos uma lista com as principais tendências relacionadas a segurança de TI que devem ter destaque no próximo ano:

A busca pela maturidade na proteção e privacidade de dados

A maior conscientização sobre a importância da privacidade e proteção de dados deve ser consolidada em 2020, tanto por parte das empresas quanto dos usuários. A LGPD entra em vigor e por isso, as organizações e o próprio governo devem buscar a maturidade a respeito do tema.

Observando que as organizações começaram a reconhecer que ter boas práticas de proteção e privacidade de dados é uma fonte de vantagem competitiva, espera-se que as empresas se afastem de uma mentalidade de prevenção a violações, para uma abordagem holística baseada em princípios para segurança de dados.

Também podemos esperar que as empresas priorizem o uso eficiente de dados. Isso deve ocorrer à medida que os clientes ficam mais conscientes dos direitos de privacidade e proteção de seus dados pessoais.

Ataques à infraestrutura crítica

A infraestrutura crítica se refere aos principais sistemas operados por setores estratégicos — incluindo governo, mídia, serviços públicos, bancos e finanças e transporte.

Em 2020, espera-se que os operadores críticos de infraestrutura sejam atacados e extorquidos por ransomware, que continuará sendo a arma preferida dos criminosos cibernéticos.

Os ataques cibernéticos podem fazer com que as linhas de produção sejam debilitadas por semanas, o que se traduz em grandes prejuízos financeiros.

No entanto, o investimento em segurança e na conscientização desse tipo de ataque deve crescer em 2020 apesar da existência de uma “dívida de segurança” que precisa ser resolvida para evitar novos incidentes relacionados a ciberextorsão.

Combate à ameaças sem arquivos

As ameaças de segurança tradicionais chegam por email, arquivos ou sites para permitir que os invasores instalem malware na máquina de um alvo.

As ameaças sem arquivos, por outro lado, diferem do malware convencional, pois não dependem de software ou executáveis ​​maliciosos em ataques.

Em vez disso, eles aproveitam as brechas existentes na infraestrutura interna, a exemplo de  ferramentas incorporadas da máquina. Eles não deixam nenhuma assinatura identificável que possa acionar a detecção tradicional de software de segurança, permitindo que eles ignorem os mecanismos de segurança padrão.

Para combate-los as empresas terão que considerar soluções com indicadores comportamentais, sandboxing e monitoramento de tráfego. Além disso, também serão importantes fortes processos e políticas internas de segurança para manter um ambiente atualizado e seguro sempre que possível.

Vulnerabilidades nos componentes utilizados na criação de soluções e aplicativos

Os contêineres se tornaram uma das tecnologias mais essenciais no DevOps. A criação de aplicativos em contêineres, por exemplo, permite que os desenvolvedores executem soluções de software sem problemas em qualquer dependência de hardware de computador, infraestrutura ou ambiente em nuvem.

Entretanto, o ritmo do desenvolvimento para contêineres e outras tecnologias aplicadas aos DevOps é rápido, e as práticas tradicionais de segurança provavelmente não serão mantidas.

Desta forma, os invasores devem encontrar maneiras de tirar proveito de qualquer elo fraco para comprometer o pipeline do DevOps.

Violações de dados de terceiros irão dominar o cenário de ameaças

Os ataques à cadeia de suprimentos aumentaram 78% em 2019, de acordo com dados da Symantec.

As empresas competitivas e bem-sucedidas geralmente se distinguem por um alto nível de proficiência e especialização, concentrando todos os recursos disponíveis para alcançar a excelência em um mercado específico e superar os concorrentes.

Em virtude desse importante avanço, eles terceirizam vários processos de negócios para fornecedores qualificados e experientes, reduzindo custos, aumentando a qualidade e acelerando a entrega.

Infelizmente, os fornecedores também operam em mercados globais turbulentos e altamente competitivos. Portanto, raramente podem oferecer um nível de excelência em segurança cibernética e proteção de dados para seus clientes.

Os criminosos cibernéticos, por sua vez, estão bem cientes dessa realidade e continuarão a segmentar propositadamente seus ataques para o elo mais fraco, buscando obter seus dados, segredos comerciais e propriedade intelectual.

Em resumo: a superfície de ataque externo continuará a se expandir sem controle

Uma superfície de ataque externo contém todos os ativos digitais, (ativos de TI) que os atacantes podem acessar da internet e atribuir à organização.

Os ativos digitais tradicionais, como servidores de rede ou da Web, geralmente são bem inventariados, mas os serviços da Web, aplicativos em nuvem, dados críticos para os negócios hospedados em plataformas externas e até documentos e arquivos compartilhados são apenas alguns exemplos de ativos digitais crescentes de uma empresa moderna.

São uma superfície de ataque que permanece desprotegida para muitas empresas. E como você não pode proteger o que não sabe, muitos desses ativos digitais não são adequadamente mantidos, monitorados ou protegidos de forma alguma.

A situação fica ainda mais crítica por conta dos aplicativos móveis não autorizados, sites fraudulentos e phishing não detectáveis ​​pelo monitoramento de segurança tradicional.

Em resumo, à medida que as organizações não atualizam sua TI e deixam para trás uma trilha de brechas digitais desconhecidas e obscuras, internas ou externas, mais fácil e rápida é a invasão.

O caminho está na prevenção

Um velho ditado diz que é melhor prevenir do que remediar. Mas no caso da proteção e da privacidade de dados esse pensamento se torna cada vez mais atual.

O paradigma que “a segurança só se torna uma preocupação após ataques sofridos” precisa mudar em definitivo. Estamos caminhando para uma conscientização maior da importância da segurança da informação nas empresas, porém ainda há um longo caminho a ser percorrido.

E junto com essa jornada, os criminosos cibernéticos também estão evoluindo suas estratégias de ataque e formas de extorsão, portanto, estamos em uma guerra sem data para terminar.

Para combater isso, os executivos da empresa devem criar mais sinergia e parcerias entre as equipes de TI, bem como as divisões internas da organização e seus parceiros de negócio, para que juntos possam identificar cenários e situações de risco que possam comprometer a eficiência operacional, produtos e serviços e principalmente clientes.

As organizações terão que educar sua força de trabalho para entender completamente a criticidade da situação e se preparar de forma eficiente para dar continuidade às suas estratégias de crescimento no decorrer do ano de 2020.

E-VAL Tecnologia, uma empresa do Grupo E-VAL

A E-VAL Tecnologia atua há mais de 15 anos oferecendo soluções de segurança da informação para o mercado, pioneira em iniciativas no uso da certificação digital no Brasil, tais como SPB, COMPE, Autenticação, Assinatura digital de contratos, Gerenciamento de Chaves e Proteção de dados e armazenamento de chaves criptográficas para os seguimentos de instituições financeiras, educação e indústria.

Fale conosco, os especialistas da E-VAL Tecnologia terão o maior prazer em atendê-los, contribuindo para o desenvolvimento dos seus projetos e a melhoria contínua da segurança da informação para a sua instituição.

Siga-nos nas redes sociais:
error

Gostou do blog? Compartilhe já :D