Dicas Rápidas

Tudo o que você precisa saber sobre RSFN

O mercado financeiro possui uma grande variedade de participantes. Por exemplo, bancos comerciais, seguradoras, fundos de investimento, investidores individuais e bancos centrais. 

Esses participantes estão sempre interagindo entre si, vendendo e comprando ativos financeiros, criando teias complexas de produtos e serviços financeiros, participações de várias transações bancárias e de crédito e outras operações relacionadas. 

Normalmente, o risco é associado à possibilidade de quebra do sistema financeiro. O que pode ocorrer devido a crises econômicas e a instabilidade política-financeira dos diferentes países do mundo. 

Porém, para observar o risco de sistemas complexos é preciso ter o seguinte aspecto em mente. Pense nele emergindo das interações entre diferentes arquiteturas tecnológicas que operam no mercado em uma caixa preta conhecida por poucos.

Este universo financeiro pode ser expandido incluindo cooperativas de crédito, Fintechs e modelos digitais inovadores que crescem a cada dia. Nesta representação mais abrangente da rede, os bancos e as demais instituições financeiras permanecem altamente conectados. Assim, realizam milhões de transações a cada segundo, garantindo a saúde financeira de todo o planeta.

Mas o que acontece se toda essa arquitetura tecnológica e financeira entrar em colapso?

Para garantir uma arquitetura de rede de comunicação de dados entre o Banco Central do Brasil e as instituições financeiras durante a realização de transações foi projetada a RSFN, Rede do Sistema Financeiro Nacional.

Baseada no protocolo TCP/IP, a rede foi implantada considerando a utilização de ferramentas/conceitos de Intranet. Eles suportam as aplicações desenvolvidas para atender as necessidades do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Além disso, também agregam outros serviços de comunicação entre seus participantes.

Arquitetura da RSFN deve garantir as operações em tempo real

A arquitetura RSFN foi especificada partindo-se da premissa de que deverá ter alta disponibilidade, desempenho, segurança e contingência. Afinal, foi considerado que as operações do sistema financeiro são processadas em tempo real.

Baseado nos requisitos acima, o Banco Central (Bacen), através do Subgrupo de Redes, estabeleceu critérios rigorosos nas suas especificações. Além de adotar as melhores tecnologias disponíveis atualmente, exigiu-se das concessionárias qualificadas a garantia de que a rede terá total aderência às especificações e redundância em todos os segmentos da arquitetura.

De acordo com o manual de redes do SFN, as normas de utilização da RSFN e os serviços a serem implementados na rede deverão ser homologados pelo Subgrupo de Redes. Assim, as configurações da RSFN não permitem a comunicação indiscriminada entre os participantes do sistemas financeiro. A conectividade é regulada através de critérios técnicos e de segurança.

Proteção e privacidade de dados são prioridades para o BACEN

As operações financeiras permanecem na vanguarda do progresso tecnológico no setor financeiro. Isso inclui operações bancárias, os pagamentos, a troca de informações financeiras e pessoais, assim como outras operações relacionadas. 

Com o avanço tecnológico do setor, uma variedade de novas plataformas e provedores de pagamento tem surgido. Devido a esse intenso crescimento, a segurança tem sido uma prioridade cada vez maior para BACEN.

De fato, bancos e prestadores de serviços financeiros só serão lucrativos e confiáveis ​​se seus serviços forem seguros. Caso contrário, suas perdas serão colossais.

O Subgrupo de Segurança do SFN é constituído por representantes do Banco Central do Brasil (Bacen), da Secretaria do Tesouro Nacional, das associações de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil de âmbito nacional, das câmaras e dos prestadores de serviço de compensação e de liquidação participantes da RSFN. Este grupo definiu o Manual de Segurança da RSFN. Afinal, segurança é prioridade para o sistema financeiro Brasileiro.

O Subgrupo de Segurança elabora, consolida e implementa padrões de segurança para a troca de informações eletrônicas no SFN. Por exemplo, os padrões podem ser criptografia, protocolos, algoritmos e certificação digital.

Dessa forma, o Manual de Segurança da RSFN é definido como um protocolo que tem por objetivo consolidar requisitos de segurança para garantir a integridade, a confidencialidade, a disponibilidade e o não repúdio das informações trafegadas pela RSFN.

Entre suas atribuições, o Manual de Segurança da RSFN define os padrões criptográficos e formatos de mensagens. O Subgrupo de Segurança do Sistema Financeiro Nacional exige, por exemplo, que todas as mensagens enviadas à RSFN sejam criptografadas. Além disso, devem possuir identificação única garantindo sua rastreabilidade. Por fim, todas as aplicações devem ser testadas e homologadas junto ao ambiente de homologação do Bacen.

Diretrizes obrigatórias da RSFN

Entre as diretrizes obrigatórias definidas pelo Manual de Segurança da RSFN, podemos destacar os aspectos abaixo. Eles se referem ao uso de criptografia, protocolos, algoritmos e certificação digital:

  • Todas as conexões da RSFN deverão estar configuradas de acordo com as normas de segurança da(s) concessionária(s) fornecedora(s) da infraestrutura de telecomunicação;
  • As Instituições serão responsáveis pela segurança física e lógica de sua chave privada;
  • As Instituições deverão criar e manter sistemática de Segurança da Informação visando assegurar a confidencialidade, a integridade, a autenticidade, o não repúdio e a disponibilidade dos dados e das informações tratadas, classificadas e sensíveis;
  • Os Certificados Digitais deverão ser emitidos por uma entidade certificadora que atenda aos requisitos estabelecidos pela legislação vigente. Além disso, ela deve ser devidamente credenciada para tal pelo Comitê Gestor da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil;

Ademais, no Manual de Segurança da RSFN ainda há diretrizes que recomendam a criação e manutenção de um plano de contingência, o armazenamento da chave privada em um sistema de gerenciamento de chaves criptográficas e a utilização de procedimentos de backup.

Por fim, fornecedores, usuários da RSFN e demais pessoas ou empresas relacionadas devem ser informados, ou ter meios para tomar ciência, sobre a existência e a extensão de medidas, práticas, procedimentos e órgãos responsáveis para a segurança dos sistemas de informação na RSFN.

O Manual de Segurança da RSFN define que as medidas e os procedimentos para a segurança dos sistemas de informação devem ser coordenados e integrados entre si e com outros princípios e procedimentos adotados pela instituição participante, de modo a criar um sistema coerente de segurança passível de avaliações periódicas.

Você conhece E-VAL CRYPTO SFN?

O EVALCryptoSFN é uma plataforma completa de criptografia. Ele é responsável pela segurança da troca de mensagens na RSFN (Rede do Sistema Nacional Financeiro) e na RTM (Rede de Telecomunicações para o Mercado Financeiro) em conformidade com os padrões de segurança e criptografia desenvolvida pelo GT-Segurança do BACEN.

Portanto, para garantir a segurança da troca de mensagens dentro da Rede do Sistema Nacional Financeiro e outros sistemas relacionados, a E-VAL Tecnologia desenvolveu o EVALCryptoSFN. De acordo com a normatização GT-Segurança do BACEN, é responsável pela segurança na troca de mensagens e transações financeiras interbancárias.

Para conhecer o EVALCryptoSFN e as demais soluções de segurança da E-VAL, entre em contato com os nossos especialistas. Eles vão te ajudar a esclarecer suas dúvidas, contribuindo com o desenvolvimento de seus projetos de segurança de dados, inovação e melhoria contínua da sua empresa.

E-VAL Tecnologia, uma empresa do Grupo E-VAL

A E-VAL Tecnologia atua há mais de 14 anos oferecendo soluções de segurança da informação para o mercado, pioneira em iniciativas no uso da certificação digital no Brasil, tais como, SPB, COMPE, Autenticação, Assinatura digital de contratos, Gerenciamento de Chaves e Proteção de dados e armazenamento de chaves criptográficas para os seguimentos de instituições financeiras, educação e indústria.

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